Marroquina é presa com passaporte francês falso na Ilha do Governador, no Rio
Marroquina é presa com passaporte francês falso na Ilha do Governador, no Rio Divulgação Uma marroquina foi presa na noite desta sexta-feira (10) em um hote...
Marroquina é presa com passaporte francês falso na Ilha do Governador, no Rio Divulgação Uma marroquina foi presa na noite desta sexta-feira (10) em um hotel na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, com um passaporte francês falso. De acordo com agentes da 37ª DP (Ilha do Governador), a mulher estava se apresentando como francesa e a ação foi iniciada depois de uma denúncia de que ela estaria em situação irregular no país. Na hora em que foi abordada, ela apresentou dois passaportes e disse ter dupla nacionalidade. A polícia verificou com órgãos franceses, que constataram que o documento era falso. Ela foi presa em flagrante. Em depoimento, a presa afirmou ter adquirido o passaporte em São Paulo pelo valor de € 3 mil, após ser convencida por um estrangeiro de que o documento seria legítimo e amplamente utilizado para entrada na Europa. A polícia afirma que ela relatou ter recebido uma promessa simples: “todo mundo faz assim e não dá problema”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A investigada alegou ainda que pretendia usar o documento para imigrar para a França, mas disse que não chegou a viajar, limitando-se a utilizá-lo apenas para se identificar no hotel. O delegado titular Felipe Santoro explica que o uso de documentos falsos está frequentemente ligado a esquemas internacionais de imigração ilegal, envolvendo redes criminosas altamente estruturadas que lucram com a vulnerabilidade de estrangeiros. De acordo com Santoro, a prisão acende um alerta para a atuação dessas organizações no Brasil como local de passagem para migração ilegal. As investigações continuam para identificar e responsabilizar as pessoas envolvidas no esquema criminoso de venda de passaportes falsificados. Uma das hipóteses é ela ter sido vítima de um "coiote", como são chamados os responsáveis por recrutar vítimas para viajarem ilegalmente para outros países. Ela comprou esse passaporte acreditando que era um passaporte verdadeiro, que estaria tudo certo, e ela poderia assim migrar pra França", afirmou o delegado.